quarta-feira, 1 de julho de 2111

Pedido de revisão do sistema de contribuição do Fundo Monetário Internacional

No dia 01 de Julho de 2011 foi publicada no site Petições OnLine o Pedido de revisão do sistema de contribuição do Fundo Monetário Internacional nos seguintes termos:


Pedido de revisão
do sistema de contribuição
do Fundo Monetário Internacional


Os assinantes da presente proposta,

CONSIDERADO

que o Fundo Monetário Internacional (de seguida designado FMI) é financiado com contribuições dos Estados Membros;
que as contribuições são expressas em percentuais do Produto Interno bruto (de seguida designado PIB) Per Capita;
que segundo os dados fornecidos pelo FMI, os Estados que mais contribuem em percentagem são os Estados que pertencem ao assim chamado "Terceiro Mundo";

PEDEM

que o FMI proceda a uma revisão urgente do sistema de contribuição, para que os Estados com menor capacidade económica possam ver as suas participações reduzidas e, nos casos mais graves, ser isentos do pagamento de tal participação contributiva.

Em particular, destacamos as condições económicas dos seguintes Estados, os quais apresentam um PIB extremamente reduzido e onde somas monetárias particularmente reduzidas constituem a fronteira entre a sobrevivência e a morte (dados do FMI, World Economic Outlook Database, Outubro de 2010):

Estado: Burundi
PIB Per Capita: 180 U.S. Dólares
Contribuição para FMI (% do PIB Per Capita): 8,23

Estado: República Democrática do Congo
PIB Per Capita: 186 U.S. Dólares
Contribuição para FMI (% do PIB Per Capita): 6,46

Estado: Libéria
PIB Per Capita: 226 U.S. Dólares
Contribuição para FMI (% do PIB Per Capita): 21,10

Estado: Sierra Leoa
PIB Per Capita: 326 U.S. Dólares
Contribuição para FMI (% do PIB Per Capita): 8,66

Estado: Zimbabwe
PIB Per Capita: 594 U.S. Dólares
Contribuição para FMI (% do PIB Per Capita): 7,52

Estado: Guiné
PIB Per Capita: 448 U.S. Dólares
Contribuição para FMI (% do PIB Per Capita): 3,68


Como termo de comparação, eis alguns dados relativos aos Países desenvolvidos:

Estado: Emirados Árabes Unidos
Contribuição para FMI (% do PIB Per Capita): 0,32

Estado: Brasil
Contribuição para FMI (% do PIB Per Capita): 0,32

Estado: Estados Unidos de América
Contribuição para FMI (% do PIB Per Capita): 0,46

Estado: Italia
Contribuição para FMI (% do PIB Per Capita): 0,61

Estado: Reino Unido
Contribuição para FMI (% do PIB Per Capita): 0,76

Estado: Israel
Contribuição para FMI (% do PIB Per Capita): 0,79

Nota: O PIB Per Capita indica o valor anual.


Objectivo desta primeira fase é a recolha de 10.000 assinaturas; quota que uma vez alcançada poderá ser ulteriormente ampliada.

A iniciativa decorre actualmente em língua portuguesa e será nas próxima semana seguida por outras, idênticas nos termos, em línguas inglesa e italiana.

Lembramos que o Pedido de revisão é uma iniciativa independente do autor e dos Leitores do presente blog, sendo o mesmo desligado de qualquer movimento ou formação política, religiosa, económica ou de qualquer outra natureza.

Uma vez alcançado o objectivo final, as assinaturas assim reunidas serão envidas à atenção do Fundo Monetário Internacional, Sede central de Washington, Estados Unidos de América.

Para assinar a petição é favor clicar no seguinte link:



Obrigado pela atenção.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Iniciativa Saraiva: escreva ao Presidente contra a s privatizações

O Muy Nobre Saraiva escreve:
Lembrei-me do seguinte: escrevermos todos ao PR a pedir que interfira de alguma forma nestas medidas de privatizações.

Eu já lhe escrevi: http://www.presidencia.pt/?action=3

Possivelmente criarei um movimento nas redes sociais com um modelo de mensagem a enviar.

Isso mesmo!!!

Saraiva entendeu tudo: fazer, fazer e ainda fazer.

Não ficar à espera mas fazer: é este a única escolha com sentido.

Não temos outras hipóteses: não adianta esperar o dia das eleições, não adianta escrever ao diário local para queixar-se, não adianta esperar que alguém resolva os nossos problemas, não adianta esperar que alguém apareça com novas promessas.

Fazer ouvir a própria voz, contactar os directos interessados, tomar consciência de que esta é a nossa vida, não temos outras, e temos todo o direito de escolher.

Não funciona? Ninguém lê os que escrevemos?
Calma pessoal, não caiam nisso.

Claro, eu escrevo ao Presidente (e vou escrever logo a seguir), o Presidente lê "Epá, olha que o Muy Nobre Saraiva e o outro, o italiano, não estão nada satisfeitos com as privatizações, vamos logo parar isso".

Não funciona assim. 
Mas quando não um mas um grupo de cidadãos fazem ouvir a própria voz, isso não é inútil. 
Mesmo que a medidas em foco (a privatizações neste caso) não sejam travadas, acabámos de enviar um sinal, muito claro: "Atenção, estão a mexer em algo delicado, há por aí fora pessoas que prestam atenção, pessoas nada satisfeitas: melhor proceder com alguns cuidados".

Isso já tinha ficado claro com a abstenção nas últimas eleições? Não é a mesma coisa. Abster-se da votação é atitude passiva, escrever e fazer ouvir a própria voz é atitude activa. Uma diferença enorme.

A atitude passiva é a desejada por quem tenciona introduzir medidas contra a vontade dos cidadãos, a atitude activa não.
Muy Nobre Saraiva: vou publicar isso aqui e no Iniciativas Incorrectas. Ambos os blogues estão ao Seu dispor para apoiar e amplificar a iniciativa. 
Mande e nós, os humildes Leo e Max, iremos obedecer.

Entretanto, eis o endereço onde poder escrever ao Presidente da República Portuguesa: Link


Nota: em breve vou publicar um texto para os Leitores mais preguiçosos poderem copiar e colar. Protestos sem esforços...


Ipse dixit.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Proposta disponível OnLine

Como antecipado, Iniciativas Incorrectas publicou o Pedido de revisão do sistema de contribuição do Fundo Monetário Internacional.

A proposta pode ser assinada no site Petições OnLine.

Como o site pediu obrigatoriamente a indicação do números de assinatura, eu indiquei 10.000 como objectivo.
Poucas? Muitas? Não sei, mas acho não ser um problema. Nada impede, eventualmente, de re-apresentar a mesma proposta para colectar novas assinaturas uma vez atingida quota 10.000.

Nos próximos dias serão tomada as seguintes acções:

- apresentação das versões em língua inglesa e italiana
- difusão da iniciativa trâmite e-mail dirigida a vários blog e sites de língua portuguesa
- idêntico procedimento com blog e sites de língua inglesa e italiana uma vez publicadas as respectivas versões da proposta.
- comunicado de imprensa para sensibilizar os meios de comunicação (língua portuguesa; inglesa e italiana a seguir).
- sensibilização dos Leitores de Iniciativas Incorrecta e de Informação Incorrecta para que seja possível publicitar a iniciativa no âmbito das próprias famílias/amigos/colegas.
- criação dum post que fique de forma permanente logo abaixo o título do presente blog, de forma a ganhar a máxima visibilidade.

Por enquanto não lembro de nada mais.

Ah, sim, uma coisa: assinem, s.f.f.!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Iniciativas no Facebook

Inaugurado um perfil Facebook com relativa página.
Não sei bem que fazer com isso, mas tudo bem, é grátis...

Para aceder é só clicar no ícone de Facebook à direita.

Esboço Proposta FMI

Querido Pessoal,

eis o esboço do proposta que será publicada em três idiomas diferentes (Português, Inglês e Italiano) e que será sucessivamente apresentada à atenção do Fundo Monetário Internacional.

Antes de prosseguir: que acham? Chumbada? Promovida? Necessita de modificações?
Como sabem, o meu Português é o que é, portanto se houver erros ou se alguém desejar contribuir para que isso assuma uma forma mais elegante, bom, neste caso é só falar.

Espero criticas. Construtivas, óbvio.


Pedido de revisão 
do sistema de contribuição 
do Fundo Monetário Internacional


Os assinantes da presente proposta, 

CONSIDERADO

que o Fundo Monetário Internacional (de seguida designado FMI) é financiado com contribuições dos Estados Membros;
que as contribuições são expressas em percentuais do Produto Interno bruto (de seguida designado PIB) Per Capita;
que segundo os dados fornecidos pelo FMI, os Estados que mais contribuem em percentagem são os Estados que pertencem ao assim chamado "Terceiro Mundo";

PEDEM

que o FMI proceda a uma revisão urgente do sistema de contribuição, para que os Estados com menor capacidade económica possam ver as suas participações reduzidas e, nos casos mais graves, ser isentos do pagamento de tal participação contributiva.

Em particular, destacamos as condições económicas dos seguintes Estados, os quais apresentam um PIB extremamente reduzido e onde somas monetárias particularmente reduzidas constituem a fronteira entre a sobrevivência e a morte (dados do FMI, World Economic Outlook Database, Outubro de 2010):



Que tal, vamos acrescentar uma breve tabela com o exemplo de alguns Países ocidentais, tanto para fazer uma comparação? Ou nem por isso?

Bah, a palavra agora é vossa.
Só lmebro que esta proposta será apresentada a partir do dia 1 de Julho.
Já individuei o site para hospedar a proposta: Petições On Line, que existe em versão portuguesa, inglesa e italiana e que, portanto, dá imenso jeito.

Agora vou ver Facebook. Não gosto muito dele, mas ouvi dizer que disponibiliza páginas específicas por este tipo de iniciativas.

Até logo!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Mudança

Nota: Copia do post publicado hoje em Informação Incorrecta


Bom, meus Senhores, acabaram as férias, voltamos à normalidade.
Aliás, nem por isso.

Informação Incorrecta vai em frente, como sempre: mas paralelamente acho ter chegado a altura para fazer algo, como já antecipado. Por isso: Informação Incorrecta dum lado, Iniciativas Incorrectas do outro.
Pouco muda, os leitores e o autor afinal são sempre os mesmos, mas é só para pôr um pouco de ordem: dum lado a informação, do outro a "acção", por assim dizer.

Embora por questões de tempo tenha algumas dificuldades em responder, leio todos os comentários. Todos, nenhum escapa. Por isso vou tentar desfrutar ao máximo as Vossas sugestões, enquanto espero por novas também.

Nestes dias de pausa pensei acerca da lista do Fundo Monetário Internacional, e acho que não seria mal ter esta como ponto de partida.
Não escondo, fiquei perturbado, o que é bastante raro.

O facto é que esta lista abre um novo ponto de vista acerca da nossa realidade. Sabemos que a nossa sociedade tem muitos "defeitos", por assim dizer, e alguns deles podem ser encontrados nas páginas deste blog.
Sabemos também que a nossa atitude perante o assim chamado "Terceiro Mundo" é péssima, por várias razões (exploração sob várias formas).

Mas a lista do FMI vai além disso.
Não chega ficar com os recursos dos povos mais pobres; não chega negar-lhes o direito a uma verdadeira cidadania, a uma vida melhor, à saúde, à instrução: coisas que todos sabemos e não desde hoje.

Agora a "novidade" é que até estamos a retirar-lhes o pouco dinheiro que têm nas carteiras e tudo para que as nossas sociedades ocidentais (Europa, América do Norte, alguns Países da América do Sul) possam manter os standard de vida e resolver (ou tentar resolver) os próprios problemas económicos; para perpetrar desta forma um sistema baseado...em quê?

Quem costuma seguir este blog já conhece a resposta, sabe quais as reais bases da nossa sociedade.
Sabe quem manda, quem ganha com isso, com quais instrumentos e pode até vislumbrar o projecto de médio/longo prazo.

Primeira iniciativa

Primeira iniciativa: pedir uma reforma urgente do sistema de financiamento do Fundo Monetário Internacional, para que os Países com mais capacidades financeiras contribuam com uma percentagem maior, enquanto os Países mais desfavorecidos possam contribuir em medida significativamente reduzida ou até ficar isentados da contribuição.

Destinatários: Fundo Monetário Internacional, ONU, Governos ocidentais.

Objectivo: tornar de público conhecimento o actual sistema de financiamento, fazer que o actual sistema de financiamento seja modificado tendo como base as condições acima descritas.

Suportes: internet, comunicados de imprensa, redes sociais.

Data início: 01 de Julho de 2011

Data fim prevista: sem prazo

Custo: 0 Euros

Os pormenores podem ser encontrados no blog Iniciativas Incorrectas (link abaixo).

Aqui algumas reflexões.

Como?

A ideia é criar um documento no qual pedir a dita reforma urgente.
A seguir, publicar o documento num site para a recolha de assinaturas e, uma vez atingidos um número decente, enviar.

Como fazer este documento?
É o que estou a procurar na internet. Se alguém tiver uma ideia ou um modelo não seria mal dar um apito.

Em qual site?
Há alguns em língua portuguesa, mas eu gostaria de traduzir e publicar o mesmo também em Inglês e Italiano.
em qualquer caso, é só escolher o (ou "os") site.

Quantas assinaturas?
Sei lá...no Mundo somos 6.800.000.000. Agora, calculamos os que trabalham no FMI, os que não concordam, os que não entendem...bah, eu diria que 6.000.000.000 seria um total simpático.
Demais? Talvez, um bocado.

A verdade é que não sei. Na internet encontrei os números mínimos de assinaturas para apresentar petições ou propostas em vários Países, mas isso não se aplica ao FMI. Ou a ONU.
Continuo procurar, prometido.

Porquê?

Porque temos de ter alguma dignidade.

Se a nossa decisão for continuar a viver como idiotas, então que assim seja. Mas que, ao menos, a nossa escolha não pese nos ombros de quem nem tem os recursos básicos para a sobrevivência.

Há coisas mais importantes ou mais urgentes?
Não sei, talvez sim.
Mas não podemos tratar de tudo ao mesmo tempo, não é?


Funcionará?

Não sei, provavelmente não. Mas não estou minimamente interessado no êxito da iniciativa, pois aqui a questão não é "ganhar a qualquer custo". O objectivo é outro.

Depois somos todos crescidos e vacinados, sabemos bem como funcionam estas coisas.

A função do blog, a minha função, a função de qualquer leitor, não é mudar o mundo. Isso não pode ser feito por uma pessoa, nem por um conjunto de algumas centenas ou até milhares de pessoas que afinal não têm os reais instrumentos de poderes.

Alguns comentários recebidos nos últimos dias indicam mesmo isso e até desaconselham qualquer mudança do blog neste sentido.
Respeito este ponto de vista e gostaria de responder com as palavras dum outro comentário, de Luiz:
O seu trabalho é igual semente debaixo da terra. Vai germinando sem ninguém ver, até que um dia brota e aparece. O que você está esperando vai brotar logo logo. Tenha paciência.

Acho ser esta a ideia. Difundir o conhecimento, outra face da realidade.
Inútil esperar que poucas acções como esta possam mudar o mundo onde vivemos, pois não vão. Mas quantas mais forem as pessoas informadas, tanto mais será espalhada a consciência.

E quem sabe? Um dia isso poderia realmente dar frutos. Ou talvez não.
Não importa, acho ser este o meu dever.


E agora o que muda em Informação Incorrecta?

Nada, e porque deveria mudar alguma coisa?
I.I. continua como sempre, é mesmo por esta razão que nasceu Iniciativas Incorrectas, é para não misturar as coisas.

E quem pode participar ou não participar?

Obviamente todos podem escolher se participar ou não.

Participar de forma activa, com sugestões, comentários ou até contribuindo na preparação do documento final e na difusão dele.
Ou podem continuar a ler Informação Incorrecta, onde serão sempre bem vindos!

Desde já: obrigado pela atenção.


Ipse dixit.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Esboços

Eis alguns projectos, praticamente na versão final.
A ideia é reunir estes (e outros) num mail com links para poder assinar algumas ou todas as petições.
Os links, obviamente, estariam ligados a um site online dedicado ao alojamento das petições (há vários na internet).

Nota: para não repetir de cada vez "Considerado que...", após o primeiro esboço evito repeti-la. 
Nota bis: estas não são medidas para salvar o País, são apenas as primeiras medidas das quais lembrei...

Que acham destas primeiras propostas?

Campanha eleitoral sem custo

Considerada

a grave situação económica, financeira e social na qual se encontra o País; em vista da próxima consultação eleitoral prevista para o dia 5 de Junho de 2011; tendo também em conta a existência de recursos gratuitos que os candidatos políticos podem livremente utilizar para as próprias campanhas eleitorais,

Pede-se

que os partidos políticos portugueses abdiquem de qualquer financiamento público para suportar os custos da campanha eleitoral.


Idade da Reforma

Pede-se
Que a idade limite, bem como número mínimo de anos de trabalho necessários para ter direito a qualquer pensão de reforma/aposentação, seja igual para todos, independentemente de tal pensão de reforma/aposentação ser derivada do desempenho de funções no sector privado ou público (exemplo: política).
Única excepção são representadas pela profissões definidas como "de desgaste rápido".
Que todo e qualquer cidadão que desempenhe funções, remuneradas directa ou indirectamente por fundos do erário publico, independentemente da sua origem, não possa receber mais que uma remuneração ou um salário ou uma pensão de reforma/aposentação, mesmo quando desempenhe várias funções no sector público e/ou no privado, sejam elas de que natureza forem.


Ajudas de custo

Pede-se

Que nenhum cidadão tenha direito a ajudas de custo superiores a 50% do seu salário e isto para despesas decorrentes só e apenas do desempenho das suas funções

Que nenhum cidadão tenha direito de beneficiar de ajudas com despesas de deslocação superiores à média necessária a qualquer consumidor para efectuar essa mesma deslocação e isto apenas se essas deslocações forem consequência obrigatória e inevitável do desempenho das suas funções.
Caso tal despesa seja superior a essa média, a diferença será suportada pelo próprio.


Viaturas dos Estado

Pede-se

Que o preço das viaturas atribuídas para desempenho das funções acima descritas, adquiridas/pagas pelo erário publico, não ultrapasse o valor médio do preço dos dez modelos mais vendidos na altura da sua aquisição.
Que os custos derivados da manutenção dessas viaturas ao longo da sua vida útil, não ultrapassem a média dispendida pelo consumidor comum/utilizador privado.
Que essas viaturas não possam ser vendidas senão passada a média do número de anos em que esses modelos o são pelo consumidor comum/utilizador privado
Que essas viaturas não possam ser vendidas/compradas senão através de leilões públicos, apenas e só por cidadãos/empresas que provem ter os seus impostos e contribuições em dia, leilões esses a serem devida e atempadamente anunciados através dos meios de comunicação social.
Que todas as viaturas do Estado ou Camarárias passem a ser identificadas com três dísticos metálicos  (um por cada lado mais um posterior).

Que a figura do motorista particular em serviço continuo e superior a 8 horas por dia passe a ser disponível apenas para as seguintes figuras do Estado:
- Presidente da República
- Primeiro Ministro
- Presidente da Assembleia da República



Produtos nacionais

Pede-se

Que as grandes superfícies passem a indicar no talão de compras a percentagem relativa ao número de produtos nacionais adquiridos, considerados como tais apenas os efetivamente produzidos e embalados em território português. 

Que os produtos nacionais possam apresentar um dístico standard com a indicação de "Produto nacional".



Financiamento público dos partidos

Pede-se

Que seja posto fim ao financiamento público dos partidos políticos, os quais devem encontrar os meios da própria subsistência nas quotas dos associados ou em contribuições voluntárias privadas.
Que seja imposto um limite ao financiamento privado dos partidos igual a nº 3 ordenados mínimos nacionais anuais. 


Redução dos Deputados 

Pede-se

Que o número dos Deputados da Assembleia da República seja reduzido de 230 para 180.


Comparticipação nas despesas de deslocação 

Pede-se

Que a comparticipação do Estado nas despesas de estadia para os Deputados eleitos em círculos eleitorais diversos daqueles nos quais exercem a própria actividade política não ultrapasse a média matemática dos arrendamentos praticados na localidade onde é exercida de facto tal funcão.



Internet como direito

Pede-se


Que, constitucionalmente, se garanta o acesso à Internet a todos os cidadãos portugueses, na suas residências permanentes em território Português, como um direito fundamental e irrevogável, sendo da responsabilidade conjunta do Estado e das empresas privadas fornecedoras de acesso à Internet a operar em Portugal, garantir a total cobertura do território nacional e tarifários acessíveis a todos os cidadãos.

Que a cada cidadão seja atribuído, no dia do registo de nascimento no Registo Civil, um endereço de correio electrónico permanente e não cedível.


Painéis fotovoltaicos

Pede-se

Que seja obrigatória a instalação, tanto nas novas como nas velhas infraestruturas públicas como hospitais, escolas, postos de GNR e PSP, juntas de freguesia, etc., de painéis solares para a produção de energia.


Associação partidária

Pede-se

Que não seja obrigatória a afiliação a um partido político para ser possível candidatar-se às eleições dos Deputados da Assembleia da República Portuguesa. Cada cidadão deve poder apresentar-se enquanto candidato, independentemente da sua eventual filiação a uma associação partidária.



quarta-feira, 6 de abril de 2011

Os Gestores Públicos


Bom meus senhores, mãos à obra.
E começamos com um dúvida.

Antes de mais pensei: mas é justo que um fulano, só por ser director dum serviço público, possa ganhar mais do que o Presidente da República ou Primeiro Ministro?

A minha resposta é: depende.

Em Portugal existem, de facto, directores de serviços públicos com buracos financeiros abismais, que ganham mais do que o Presidente da República, Primeiro Ministro, Deputados.
Isso sem contar as reformas, ajudas de custo, os vários benefits (como o carro da empresa, que não costuma ser um Smart) e prémios.

É dinheiro ganho com mérito ou não?
Outra vez: depende.

A situação das empresas públicas não é das melhores: com pouco dinheiro (e cada vez será menos) têm que assegurar serviços e, ao mesmo tempo, tentar reduzir o omnipresente deficit. Não é simples, por isso seriam precisos os melhores gestores.

O problema é que, em matéria de remuneração, as empresas públicas devem competir com as privadas, as quais oferecem muito.
Ao limitar os ordenados públicos, de facto, o risco é provocar uma fuga do público para o sector privado; pois quem fica no público sabe, já à partida, que o seu trabalho será menos recompensado.

Permitir no público remunerações ao nível do privado significa conseguir manter gestores de qualidade, o que é extremamente importante para um satisfatório desempenho das empresas públicas. Mas, ao mesmo tempo, significa correr o risco de pagar demasiado bem a incapazes.

É exatamente por isso que as empresas públicas gastam montantes assustadores nos ordenados dos gestores, sem que isso possa traduzir-se num desempenho satisfatório das mesmas empresas, quer a nível de gestão financeira quer a nível de qualidade dos serviços.

Mas há ainda outra questão, a seguinte: melhor um gestor que consegue reduzir o deficit de -100 para -60 ou um gestor capaz de fornecer uma redução de deficit de -50 para -40? Ou um gestor que, não tendo que sanar deficit,  consiga um resultado positivo, aumentando os lucros da empresa de +1 para +5?

Neste exemplo banal, é evidente que o resultado melhor pertence ao primeiro gestor: mesmo com uma empresa com deficit, de facto ganhou + 40 em respeito ao deficit de partida.
O segundo gestor fez bem, mas não ao mesmo nível do primeiro gestor, com + 10.
O último gestor, mesmo tendo uma empresa sem deficit, conseguiu apenas uma melhoria de +4, muito pouco.

A tentação poderia ser a seguinte: afirmar que, em qualquer caso, os gestores nada mais fizeram de que o próprio dever. Sendo gestores públicos, têm a obrigação de dar o melhor e, consequentemente, reduzir os deficit das empresas: por isso existe um ordena do base e que fiquem com este.
E mias: sendo empresas públicas, os ordenados não podem ser tão diferentes da media dos ordenados da função pública.

Mas não é assim, infelizmente. A verdade, como vimos, é que o público sofre a concorrência do sector privado. E isso significa que os actuais gestores públicos são, na maioria, de qualidade baixa, com os resultados que todos conhecemos.

Há também outro aspecto: se um profissional conseguir fazer-nos poupar ou até ganhar dinheiro, ficamos satisfeitos e falamos bem dele, todos concordamos de que o seu é um ordenado bem merecido.

Neste caso estamos a falar de figuras que, ao reduzir buracos financeiros de centenas de milhões, fazem poupar ou até ganhar toda a comunidade: as empresas públicas funcionam com o nosso dinheiro.
Não acham justo reconhecer uma grande poupança ou até um ganho da comunidade?

Por isso a ideia é:
  • limitar os gastos com gestores públicos incapazes (a grande maioria)
  • compensar os poucos gestores públicos eficientes
  • combater a concorrência do sector privado e atrair cada vez mais gestores eficiente para o sector público.

Não é fácil.

A palavra aos leitores: propostas?

A minha proposta (aliás, o esboço de proposta) é incompleta e é a seguinte:


Proposta (incompleta!)

Fazer depender a presença de eventuais prémios da percentagem de redução do deficit. 

Exemplo: de quanto foi reduzido o deficit? 40%? O prémio do gestor (prémio que deve ser concordado previamente) será igual ao seu ordenado de base  mais 40% do mesmo ordenado.

Atenção: o prémio não exclui o ordenado de base; o prémio é conferido além do ordenado de base e consiste num outro ordenado (idêntico ao de base) mais a dita percentagem; na prática, o prémio consiste num outro ordenado mais a percentagem de deficit reduzido ou lucros acumulados.

Exemplo:
ordenado de base=100 Euros;
redução de deficit alcançada = 40%
ordenado pago no final do ano= 100 Euros,
prémio: 100 Euros + 40 Euros.
Total remuneração: 240 Euros.

Desta forma, em caso de resultado negativo, não podem existir prémios. E, ao mesmo tempo, não existem limites à remuneração que no final do ano o gestor pode receber: quanto mais ganhar a empresa, tanto mais ganhará ele.

Quem, pelo contrário, não conseguir resultados positivos, perderá muito: a possibilidade de dobrar o ordenado (que existe independentemente da percentagem de redução alcançada) e a percentagem de deficit reduzido ou lucros acumulados.

Outra vantagem: o Estado pode propor um ordenado de base que é a metade de quanto o bom gestor pode ganhar, enquanto este será o único ordenado para quem não conseguir resultados positivos.

Há todavia um problema.
Reduzir um deficit de 100 milhões não é igual a reduzir um deficit de 100 Euros. Obviamente, será muito mais simples a segunda tarefa.

Como disse: uma proposta incompleta, apenas um esboço por enquanto.
Mas acho ser um bom assunto: estamos a pagar muito, mas muito mesmo uma cambada de parasitas incapazes.

Além do prejuízo económico, neste caso há também uma questão de respeito e a necessidade de tornar uma máquina ineficaz, que premia quem não sabe/pode/quer trabalhar, em algo de  eficiente.


Já disse? Então repito: a palavra aos leitores.


Max