terça-feira, 28 de junho de 2011

Iniciativas no Facebook

Inaugurado um perfil Facebook com relativa página.
Não sei bem que fazer com isso, mas tudo bem, é grátis...

Para aceder é só clicar no ícone de Facebook à direita.

Esboço Proposta FMI

Querido Pessoal,

eis o esboço do proposta que será publicada em três idiomas diferentes (Português, Inglês e Italiano) e que será sucessivamente apresentada à atenção do Fundo Monetário Internacional.

Antes de prosseguir: que acham? Chumbada? Promovida? Necessita de modificações?
Como sabem, o meu Português é o que é, portanto se houver erros ou se alguém desejar contribuir para que isso assuma uma forma mais elegante, bom, neste caso é só falar.

Espero criticas. Construtivas, óbvio.


Pedido de revisão 
do sistema de contribuição 
do Fundo Monetário Internacional


Os assinantes da presente proposta, 

CONSIDERADO

que o Fundo Monetário Internacional (de seguida designado FMI) é financiado com contribuições dos Estados Membros;
que as contribuições são expressas em percentuais do Produto Interno bruto (de seguida designado PIB) Per Capita;
que segundo os dados fornecidos pelo FMI, os Estados que mais contribuem em percentagem são os Estados que pertencem ao assim chamado "Terceiro Mundo";

PEDEM

que o FMI proceda a uma revisão urgente do sistema de contribuição, para que os Estados com menor capacidade económica possam ver as suas participações reduzidas e, nos casos mais graves, ser isentos do pagamento de tal participação contributiva.

Em particular, destacamos as condições económicas dos seguintes Estados, os quais apresentam um PIB extremamente reduzido e onde somas monetárias particularmente reduzidas constituem a fronteira entre a sobrevivência e a morte (dados do FMI, World Economic Outlook Database, Outubro de 2010):



Que tal, vamos acrescentar uma breve tabela com o exemplo de alguns Países ocidentais, tanto para fazer uma comparação? Ou nem por isso?

Bah, a palavra agora é vossa.
Só lmebro que esta proposta será apresentada a partir do dia 1 de Julho.
Já individuei o site para hospedar a proposta: Petições On Line, que existe em versão portuguesa, inglesa e italiana e que, portanto, dá imenso jeito.

Agora vou ver Facebook. Não gosto muito dele, mas ouvi dizer que disponibiliza páginas específicas por este tipo de iniciativas.

Até logo!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Mudança

Nota: Copia do post publicado hoje em Informação Incorrecta


Bom, meus Senhores, acabaram as férias, voltamos à normalidade.
Aliás, nem por isso.

Informação Incorrecta vai em frente, como sempre: mas paralelamente acho ter chegado a altura para fazer algo, como já antecipado. Por isso: Informação Incorrecta dum lado, Iniciativas Incorrectas do outro.
Pouco muda, os leitores e o autor afinal são sempre os mesmos, mas é só para pôr um pouco de ordem: dum lado a informação, do outro a "acção", por assim dizer.

Embora por questões de tempo tenha algumas dificuldades em responder, leio todos os comentários. Todos, nenhum escapa. Por isso vou tentar desfrutar ao máximo as Vossas sugestões, enquanto espero por novas também.

Nestes dias de pausa pensei acerca da lista do Fundo Monetário Internacional, e acho que não seria mal ter esta como ponto de partida.
Não escondo, fiquei perturbado, o que é bastante raro.

O facto é que esta lista abre um novo ponto de vista acerca da nossa realidade. Sabemos que a nossa sociedade tem muitos "defeitos", por assim dizer, e alguns deles podem ser encontrados nas páginas deste blog.
Sabemos também que a nossa atitude perante o assim chamado "Terceiro Mundo" é péssima, por várias razões (exploração sob várias formas).

Mas a lista do FMI vai além disso.
Não chega ficar com os recursos dos povos mais pobres; não chega negar-lhes o direito a uma verdadeira cidadania, a uma vida melhor, à saúde, à instrução: coisas que todos sabemos e não desde hoje.

Agora a "novidade" é que até estamos a retirar-lhes o pouco dinheiro que têm nas carteiras e tudo para que as nossas sociedades ocidentais (Europa, América do Norte, alguns Países da América do Sul) possam manter os standard de vida e resolver (ou tentar resolver) os próprios problemas económicos; para perpetrar desta forma um sistema baseado...em quê?

Quem costuma seguir este blog já conhece a resposta, sabe quais as reais bases da nossa sociedade.
Sabe quem manda, quem ganha com isso, com quais instrumentos e pode até vislumbrar o projecto de médio/longo prazo.

Primeira iniciativa

Primeira iniciativa: pedir uma reforma urgente do sistema de financiamento do Fundo Monetário Internacional, para que os Países com mais capacidades financeiras contribuam com uma percentagem maior, enquanto os Países mais desfavorecidos possam contribuir em medida significativamente reduzida ou até ficar isentados da contribuição.

Destinatários: Fundo Monetário Internacional, ONU, Governos ocidentais.

Objectivo: tornar de público conhecimento o actual sistema de financiamento, fazer que o actual sistema de financiamento seja modificado tendo como base as condições acima descritas.

Suportes: internet, comunicados de imprensa, redes sociais.

Data início: 01 de Julho de 2011

Data fim prevista: sem prazo

Custo: 0 Euros

Os pormenores podem ser encontrados no blog Iniciativas Incorrectas (link abaixo).

Aqui algumas reflexões.

Como?

A ideia é criar um documento no qual pedir a dita reforma urgente.
A seguir, publicar o documento num site para a recolha de assinaturas e, uma vez atingidos um número decente, enviar.

Como fazer este documento?
É o que estou a procurar na internet. Se alguém tiver uma ideia ou um modelo não seria mal dar um apito.

Em qual site?
Há alguns em língua portuguesa, mas eu gostaria de traduzir e publicar o mesmo também em Inglês e Italiano.
em qualquer caso, é só escolher o (ou "os") site.

Quantas assinaturas?
Sei lá...no Mundo somos 6.800.000.000. Agora, calculamos os que trabalham no FMI, os que não concordam, os que não entendem...bah, eu diria que 6.000.000.000 seria um total simpático.
Demais? Talvez, um bocado.

A verdade é que não sei. Na internet encontrei os números mínimos de assinaturas para apresentar petições ou propostas em vários Países, mas isso não se aplica ao FMI. Ou a ONU.
Continuo procurar, prometido.

Porquê?

Porque temos de ter alguma dignidade.

Se a nossa decisão for continuar a viver como idiotas, então que assim seja. Mas que, ao menos, a nossa escolha não pese nos ombros de quem nem tem os recursos básicos para a sobrevivência.

Há coisas mais importantes ou mais urgentes?
Não sei, talvez sim.
Mas não podemos tratar de tudo ao mesmo tempo, não é?


Funcionará?

Não sei, provavelmente não. Mas não estou minimamente interessado no êxito da iniciativa, pois aqui a questão não é "ganhar a qualquer custo". O objectivo é outro.

Depois somos todos crescidos e vacinados, sabemos bem como funcionam estas coisas.

A função do blog, a minha função, a função de qualquer leitor, não é mudar o mundo. Isso não pode ser feito por uma pessoa, nem por um conjunto de algumas centenas ou até milhares de pessoas que afinal não têm os reais instrumentos de poderes.

Alguns comentários recebidos nos últimos dias indicam mesmo isso e até desaconselham qualquer mudança do blog neste sentido.
Respeito este ponto de vista e gostaria de responder com as palavras dum outro comentário, de Luiz:
O seu trabalho é igual semente debaixo da terra. Vai germinando sem ninguém ver, até que um dia brota e aparece. O que você está esperando vai brotar logo logo. Tenha paciência.

Acho ser esta a ideia. Difundir o conhecimento, outra face da realidade.
Inútil esperar que poucas acções como esta possam mudar o mundo onde vivemos, pois não vão. Mas quantas mais forem as pessoas informadas, tanto mais será espalhada a consciência.

E quem sabe? Um dia isso poderia realmente dar frutos. Ou talvez não.
Não importa, acho ser este o meu dever.


E agora o que muda em Informação Incorrecta?

Nada, e porque deveria mudar alguma coisa?
I.I. continua como sempre, é mesmo por esta razão que nasceu Iniciativas Incorrectas, é para não misturar as coisas.

E quem pode participar ou não participar?

Obviamente todos podem escolher se participar ou não.

Participar de forma activa, com sugestões, comentários ou até contribuindo na preparação do documento final e na difusão dele.
Ou podem continuar a ler Informação Incorrecta, onde serão sempre bem vindos!

Desde já: obrigado pela atenção.


Ipse dixit.